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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fronteiras



De um certo ponto adiante não há mais retorno.Esse é o ponto que deve ser alcançado” (Franz Kafka)


À margem do que somos, os caminhos são percorridos e nos perpassam... como alternativas fugazes que se desdobram em transitoriedades.

Eles nos induzem a direções múltiplas e nos indicam possibilidades tão infinitas quanto as estrelas a nos instigar o devaneio... sempre aguardando que nos esqueçamos de uma fugacidade para adentrar outra... sempre nos lembrando da nossa frágil constituição ou da nossa perversa humanidade.

O bater de asas das borboletas questiona para onde vamos... porque retornamos... ou o que existe do outro lado.

Qual lado? Não sei... não importa. Ou importa somente a quem se arrisca ou a quem se aventura ou ainda a quem decide romper as amarras. A quem vislumbra além da próxima esquina.

Podem ser todos os possíveis lados; todos os prováveis mundos a que estamos sujeitos; todos os infindáveis futuros a que nossas pequenas ações nos possibilitam.

A magia está em perceber qual trilha penetrar, qual palavra exprimir, qual sentimento ou pensamento valorizar.

E mesmo que as escolhas pareçam válidas, ou contextualmente verossímeis, acontece de um olhar se voltar e intuir que tudo poderia ser diferente... que tudo poderia estar em outras frequências.

Quem sabe se é o tempo que passa ou se somos nós que passamos por ele...  

Quem sabe sobre o paralelismo a que estamos sujeitos ou em quantas singularidades poderíamos vivenciar, até mesmo simultaneamente. Experimentamos sensações, vibrações, impulsos... e tantos outros sentires que nos impelem, como marionetes vivas, a provarmos o gosto efêmero do limiar entre os dois extremos.

E quantas indizíveis expressividades pautamos na vida?

Ao nos percebermos conscientes, nem sempre nos damos conta da dimensão do que isto significa...  nem sempre alcançamos a exata percepção do instante. E este pode ser desmesuradamente absurdo em seus devires... em tudo o que especulativamente se possibilita.

Determinar o que será depende da sensibilidade (ou não) do momento... da consciência do papel existencial, do domínio de talentos e das infindáveis escolhas. 

Depois, o que acontece é somente uma espera... para realizarmos outras escolhas... prepararmos novos devires... rompermos novos horizontes.

Porque somos talhados para isso: romper horizontes e desbravar fronteiras, quaisquer que sejam elas, pois que cada um tem seu limiar a atravessar e este talvez seja o mais pessoal atributo de uma alma.

E estas fronteiras são também infinitas... como uma espiral que nunca acaba, que nunca cessa, mas que se abre em intensidades inebriantes e talvez até mesmo insuportáveis.

Luana Tavares

4 comentários:

  1. Parabéns pelo blog, por tudo.
    “...cada um tem seu limiar a atravessar e este talvez seja o mais pessoal atributo de uma alma... “
    Um grande abraço, Jurandi

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  2. Oi Jurandir, muito bom tê-lo por aqui, meu amigo!
    É o que fazemos todo o tempo... rompemos nossas próprias fronteiras.
    Abração!

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  3. Mamãe, embora eu não tenha entendido muito bem, você sabe que eu adoro textos de leituras difíceis e adoro Fronteiras! Beijo, mamãe! Bárbara

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  4. Minha linda!

    E eu adoro ver vc comentando no blog!!! Você tem potencial para entender tudo o que está escrito aqui e em muitas outras singularidades. Lembre-se sempre de manter a mente aberta e as fronteiras se abrirão a você...
    Tenho um orgulho maior que o mundo da minha filha!
    Muitos e muitos beijos!
    Mamãe

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